quinta-feira, 16 de junho de 2011

Eu só reclamo.




Não consigo entender, às vezes, como tenho tantas pessoas ao meu redor. Não deve ser fácil conviver com alguém que está sempre descontente! Tem dias que eu simplismente pareço não ter nada de bom para contar! É desapontador...

E não é culpa dos outros, do trabalho, dos colegas...não é culpa de ninguém. Monotonia definitivamente não é a palavra no momento, mas são tantas coisas e, ao mesmo tempo, parece ser apenas coisa da minha imaginação. Como naquela cena onde Audrey diz : "you're just sad that's all!"... dias vermelhos são realmente horriveis Audrey...

Tudo aquilo que você não vê mas sente. Aquele medo do que você não sabe se aconteceu ou vai acontecer um dia. Aquela angustia do simples "não saber". Nada te conforta e você não consegue falar...é assim que eu me sinto.

Acho que é apenas cansaço. Ou uma criança fazendon manha...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Comum.


Não vejo tristeza em ser um pouco sozinha, quando o vento me acompanha vestida em um casaco de lã. Quando vejo o ôor do sol em uma praça qualquer.
Não vejo, de maneira alguma, tristeza em voltar pra casa cansada, quando passei o dia todo rodeada de pessoas, exercitando o trabalho que tanto amo, e tanto lutei para conquistar.
Não sinto maldade em uma pessoa mal vestida. Não sinto medo também.
Não tenho dúvidas quanto aos meus sonhos e os acho imensamente lindos mesmo sendo tão singelos.
Não vejo mal algum em ficar um pouco mais acordada quando vejo meu irmão esperando para contar como foi seu dia.
Não me sinto tola por acreditar em amor eterno...em destino...em perdão...
Não entendo muitas coisas dessa vida, mas consigo perceber uma certa beleza nisso.
Não discordo do que não entendo. Mas não concordo com a ignorância humana.
Não estive aqui nas épocas que considero mais bonitas, mas vivo em uma que me permite conhecê-las em uma catárse única.
Consigo perceber mais virtude em uma vida simples e comum, do que em uma carreira glamurosa e cheia de acontecimentos.
Não vejo mérito em ser melhor. Me faz feliz ser apenas comum.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Se tem algo que exemplifique o que estou sentindo...


...é este poema que encontrei no Vodca Barata:

Entre o fogo e a derme

Como quem sopra
a própria pele antes
para você queimar
melhor, mais
eficaz. Com você,
os pontos da sutura
são auxílio ao corte.
Deito e observo
o prazer com que
você me desinfecta
para proteger,
contra minha tez,
os seus insetos.
Eis-me aqui,
querido, todo pós-
utópico depois
que você confunde
pela centésima vez
sulco e charrua
durante o sexo
ou seu exagero
em buscar no dicionário
antes de me tocar
a etimologia de palavras
como amortecimento.
Quando você fala,
arreganho os ouvidos
e olvidos e Ovídios
e respondo
à attention span
de peixe dourado
que você me dedica
em nossa vida de aquário.
Sei que devo soar,
aos seus ouvidos,
como um conjunto
de erratas e spam.
Resigno-me
como inseto extinto
preso em sua resina.
Os amigos sugerem
que eu deixe o cronômetro
vir coser os lábios
da ferida, enquanto
você seleciona
em random mode
por trilha-sonora
o sonzim dos meus ossos
que engranzam
sob o seu corpo.
Silêncio não
é costureira,
nem na Espanha
onde talvez haja
alguma que atenda
por Martírio ou Remédios,
como numa peça qualquer
de Lorca ou outra louca.
Sinto-me como uma Orca
justiceira ou uma Scarlett O´Hara
sem Tara.
Resta-me a esperança
que arqueólogos futuros
me descubram, soterrado,
fossilizado, esquecido
sob as suas vírgulas.
Hei de voltar, como um vírus
trancafiado nas tumbas
de Tutancâmon ou outra múmia,
devastarei paisagens e populações
à procura dos seus pulmões.


Ricardo Domeneck.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Sobre o amor e o tempo.


Passado. Se existe algo em minha vida para o qual eu nunca dei muita importância é para o meu passado. Se fiz coisas ruins ou estúpidas, fiz. Ponto. Se meu pai me dava um beijo de boa noite, se algum dia esqueceu. Se alguma paixão antiga me marcou, certamente não foi de uma forma boa, ou não estaria no passado. Então pra que lembrar?

Já fui muito melhor nisso de falar de mim. Uma vez li em algum lugar que uma das características mais bonitas em uma mulher é saber falar de si mesma. Já me descrevi melhor. Hoje não tenho muita certeza do que sou.

Desde pequena aprendi que se algo não serve mais pra você, deve ser passado pra frente. Roupas, brinquedos, livros. É claro que não é tão simples com pessoas. Pessoas são difíceis de deixar pra traz. Mas nem por isso você precisa mantê-las em sua vida para sempre. Às vezes, tentamos ao máximo manter quem amamos por perto e mesmo assim essas pessoas se vão. Às vezes tentamos de tudo para nos afastar de alguém e, a vida não deixa.

Longe de tentar entender os sentimentos humanos, tento entender meu próprio coração. Tento entender porque é tão difícil transformar o presente, que hoje me faz uma pessoa triste, em passado. Por que pra mim, que sempre fui tão resolvida, que nunca tive medo de dizer o que eu sinto? As frases que mais me vêm à cabeça nos últimos dias começam com “por que”.

Não gostaria de me descrever como uma pessoa perfeita, afinal, isso não existe. Mas de todos os erros que posso cometer, sei que passo batida pela maioria deles. Às vezes, me sinto até meio “sem sal”, sem graça. Fazer tudo certo, muitas vezes, cansa e não compensa. Você acorda na hora, mas o ônibus passa adiantado. Você estuda muito para uma prova importante e na hora te dá um branco. Você dá o máximo de si no trabalho e no fim do ano anunciam corte de pessoal. Você economiza anos para comprar um carro e não consegue tirar a carteira. Você repete todos os dias “eu te amo”, muda suas manias, esquece seus medos, faz coisas ridículas em nome de um sentimento que nem sabemos se realmente existe, e mesmo assim alguém toma seu lugar. A vida tem dessas coisas.

Mas mesmo com todo esse sentimento pensado e contabilizado, você ainda corre o risco de fazer algo pior do que remoer o passado: sentir pena de si mesmo. Se tem algo que minhas séries fúteis e filmes europeus me ensinaram, é que ninguém tem o direito de te fazer sentir menos importante. Se você tentar e fizer tudo certo, na medida do possível, uma hora as coisas se acertam. Pelo menos por um tempo. ^^

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Café da Manhã


Sempre que acordo olho pra estrela cor-de-rosa pendurada no teto do meu quarto, bem acima de mim e penso no dia que vou viver. Na maioria das vezes não da forma mais otimista.
As vezes penso no quanto eu reclamo da vida e tento desembaralhar meus pensamentos, me atendo as coisas boas que tenho e que me dão esperança e principalmete vontade de levantar da cama.
Mas sem dúvida, o motivo que me faz levantar mais do que rapidamente quando acordo um tanto triste, talvez seja o mais idiota de todos: o café da manhã!
Não sei explicar ao certo a sensação que tenho. Independente de onde eu tenha dormido, até na casa do meu namorado -onde ele não tinha esse costume - gosto de acordar cedinho (quando consigo ^^) e tomar aquele café com leite bem quentinho e um pão com manteiga esquentado na torradeira...
O que sinto é como se eu realmente estivesse rodeada de amor, de família, de companhia. É uma das poucas horas do dia em que não me sinto nem um pouco sozinha. Mesmo que sejamos apenas eu e o dia. O primeiro sol que vejo, a primeira gota de chuva que ouço. É um bom começo pra tentar levar um dia feliz.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Seu lado Audrey

"Algumas pessoas sonham com carros, casas, moveis. Eu sonho com roupas." Audrey Hepburn



Algumas pessoas julgam moda e beleza como futilidade.
É até ironico toda essa futilidade fazer girar milhões e milhões de dólares no mundo todo,
deixando milhares de mulheres "futilmente" felizes, seus maridos/namorados/amantes mais apaixonados e a vida ao seu redor muito mais colorida!
Ok, eu me emociono, às vezes. Mas você não pode negar que comprar um vestido novo, um batom novo, um sapato de salto...qualquer coisa que te faça sentir mais bonita, dá um baita pique no bom humor!
A verdade é que todas temos nossa porção Audrey Hepbur. Sabemos que isso não é tudo na vida, que felicidade nem de longe se resume a isso, mas que é sim parte importante do bem estar de uma pessoa, seja ela homem ou mulher.
Audrey era uma mulher linda, inteligente, extremamente educada e fútil. Acima de tudo, parecia ser uma pessoa muito feliz. É nessa hora que você me diz: "Mas ela era rica". Sim, querida. VocÊ também é. E não estou citando a minha avó com o ditado que "só precisamos ser ricos em saúde" (vovó é linda!^^). O que quero dizer é que vivemos numa era em que todos podem tudo. Basta trabalho e determinação. Pelo menos é o que eu acredito.
Quando paro pra pensar na minha vida, na maioria das vezes, confesso que encontro muitas coisas ruins, decepções. Mas, às vezes, lembro de tudo o que passei e percebo que nunca estive melhor do que estou hoje. Aos poucos vamos nos descobrindo e encontrando pequenos espaços pra entrar nas lacunas mais apertadas.
Com toda a minha futilidade, dentro de uma ano estarei me formando na minha primeira faculdade, talvez deixando meus dois estágios e iniciando uma longa e promissora carreira. Provavelmente já estarei pensando na minha segunda graduação ou em um mestrado... Dentro de alguns anos talvez eu me case com o cara por quem sou apaixonada... dentro de alguns anos talvez eu finalmente veja mais pessoas da minha familia estudando mudando a nossa história de familia modesta à familia culta e modesta.
Acredito que pessoas futeis como eu e a Audrey tornamos o mundo melhor. Buscamos nossos sonhos sem deixar de ser quem somos ou fazer o que nos deixa feliz.

sábado, 4 de setembro de 2010

Sobre escolhas...


Escolha.
Essa é a palavra que mais tenho repetido nos últimos dias.
Tudo o que você é, vem delas.
Tudo o que vai ser, bom... você pode dar sorte! Mas se der algo errado: culpa das escolhas.
Nem sempre você pode escolher o que quer e nem sempre alcança o que deseja.
Mas às vezes, quando o as mãos suam, quando as bochechas esquentam, quando seu coração pulsa... a única coisa que você pode fazer é ficar, fazer, dizer, seja lá o que for, mesmo que seja errado.
O querer é muito maior, o desejo, a vontade, o medo.
A vida é cheia delas, a cada passo você as encontra. Desde o café da manhã - açúcar? - até o pedido de casamento. Desde o vestibular até o vestido pro cinema. Desde o que fazer sábado à noite até o nome dos filhos. De coisas banais a decisões pra vida toda, mesmo que alguns digam que isso não existe.
Não há como saber se você fez a escolha certa, pois não se sabe como seria se fosse o contrário.
É um nó. Sem pontas e sem volta.